Pré-Operatório
Cuidados e orientações

Orientações pré-operatórias para cirurgias com internação hospitalar.

Siga essas recomendações essenciais antes do seu procedimento cirúrgico.

A participação ativa dos pacientes e seus familiares é fundamental para garantir uma cirurgia segura. 

Aqui daremos importantes orientações que você deverá seguir, quando for submetido a algum tratamento cirúrgico com internação hospitalar.

Todo ato cirúrgico deve ser precedido de um protocolo de avaliações pré-operatórias, minimizando riscos inerentes aos procedimentos.

Dessa forma, exames de sangue, radiografia de tórax, eletrocardiograma, e outros possíveis exames que seu médico julgue necessário, serão o ponto de partida para seu tratamento.

Avaliação cardiológica préoperatória deve ser realizada, principalmente para pacientes acima de 40 anos.

Dias antes da cirurgia, todos os exames, juntamente com a avaliação cardiológica, devem ser avaliados pela equipe de anestesia do hospital que será realizado o procedimento.

Como Proceder

Tudo o que você precisa saber antes da sua cirurgia.

AUTORIZAÇÃO DA GUIA DE CIRURGIA

O paciente deverá dar entrada na guia de cirurgia (que foi entregue durante a consulta) juntamente ao hospital onde será realizada a cirurgia. Nossa equipe irá auxiliar neste processo. O setor de autorizações, do hospital escolhido, será responsável pela autorização do procedimento junto ao convênio.

IMPORTANTE: Deverão estar autorizados pelo convênio todos os procedimentos e materiais cirúrgicos, incluindo possíveis implantes, solicitados em guia.

Com todos os exames em dia, a avaliação cardiológica realizada e a guia do convênio liberada, você deve entrar em contato com a clínica para agendarmos sua cirurgia.

Nesse momento iremos apresentar datas, horários e encaminharemos para sua consulta com a equipe de anestesia.

Lembre que alguns medicamentos podem dificultar o procedimento cirúrgico, os mais comuns são os medicamentos que interferem com a coagulação do sangue, muito utilizados para tratamento cardiológicos. Caso você faça uso de medicamentos como AAS (Somalgim), Xarelto, Marevan, Heparina e até mesmo Ginko-Biloba e medicamentos para emagrecer, comunique seu médico e também seu cardiologista, para que os medicamentos possam ser temporariamente suspensos ou substituídos sem risco a sua saúde, e não interferindo com o bom andamento da sua cirurgia.

O fumo também prejudica o processo de cicatrização, por isso, não fume nos 15 dias que antecedem sua cirurgia, assim como nos 15 dias após o procedimento também. Essa pode ser uma ótima oportunidade para abandonar o cigarro.

No dia anterior a cirurgia não tome bebidas alcoólicas e não pratique atividades físicas em excesso.

Nos dias que antecedem sua cirurgia, se estiver apresentando algum sintoma de resfriado, gripe, conjuntivite, herpes, infecção urinária ou outras infecções, comunique seu médico.

Uso de cílios postiços fixados com cola e unhas em gel de longa duração devem ser removidas antes do dia da cirurgia devido ao riscos de lesões como queimaduras.

Prepare uma pequena mala com objetos de uso pessoal e não leve jóias ou objetos de valor. Roupas confortáveis e fáceis de serem vestidas, e que não necessitem passar pela cabeça, facilitam os cuidados pós-operatórios, e evitam movimentos desnecessários que possam causar dor.

Recomendamos alimentação leve e não ingerir bebidas alcoólicas na noite anterior a cirurgia.

Tome banho normalmente, mas não use cremes, loções ou qualquer outro medicamento tópico.

Observar jejum total de 8 horas antes da cirurgia, incluindo sucos, refrigerantes, cafezinho e balas.

Faça uma lista com todos os medicamentos de uso frequente e leve para o hospital, isso irá auxiliar nos cuidados da equipe médica.

Antes de seguir ao hospital tome um bom banho, de preferência com shampoo de clorexidina degermante (encontrado em farmácias), aplicando e esfregando o produto por todo o corpo, do pescoço para baixo. Use toalhas e roupas limpas.

Procure chegar com antecedência para a internação (04 horas antes da cirurgia), evite correrias e atrasos que possam causar ansiedade.

Não esqueça de levar todos os seus exames e documentos, incluindo exames de imagem (ressonância, Rx, tomografia), exames de sangue e cardiológico.

O jejum para a cirurgia deve ser respeitado, sendo jejum total de 08 horas para alimentos e líquidos, porém poderá ingerir pequenas quantidades de água até 04 horas antes do horário agendado para cirurgia. Por exemplo, se sua cirurgia está agendada para as 14 horas, deverá ficar em jejum a partir das 06 horas da manhã.

Tome somente medicamentos prescritos pela equipe médica.

Não use cremes ou maquiagem e deixe pelo menos uma unha sem esmalte ou base.

Não depile o local da cirurgia, se necessário, será realizado no hospital.

Retire adornos (brincos, colares, pulseiras, etc.) e peças íntimas (calcinha, sutiã, cueca, etc.) na hora de se preparar para ir ao centro cirúrgico. Você receberá um robe próprio para a cirurgia.

Sala de recuperação pós-anestésica

Dependendo do tamanho da cirurgia, talvez seja necessário passar algumas horas na Sala de Recuperação Pós-Anestésica ou até mesmo na Unidade de Terapia Intensiva. Nestes setores você estará recebendo todos os cuidados necessários para o seu restabelecimento.

Ao ser encaminhado para o quarto do hospital, é normal que você ainda sinta dores e sonolência.

Dependendo da anestesia realizada, poderá ficar com o braço operado dormente e formigando, e também parcialmente ou totalmente paralisado por um período de até 24 horas, devido a anestesia de bloqueio neurológico. Medicamentos o ajudarão a tolerar melhor a dor.

Em caso de dúvida, a equipe de enfermagem está treinada para auxiliá-lo, e se necessário seu médico será comunicado.

Bursites e tendinites

Alívio da dor e equilíbrio do movimento em cada gesto.

A inflamação nos tendões e bursas causa dor e dificuldade nos movimentos articulares. O tratamento é focado em controlar a inflamação, ajustar a carga nas articulações e corrigir a biomecânica por meio de exercícios específicos.

O objetivo é devolver conforto e função, prevenindo novas crises e promovendo uma recuperação completa e duradoura.

Luxação do ombro

Estabilidade e confiança para voltar a se movimentar sem medo.

A sensação de que o ombro “sai do lugar” gera insegurança e limita atividades simples. A reabilitação busca restaurar o controle muscular e a estabilidade da articulação.

Em casos recorrentes a cirurgia pode ser o caminho. A reconstrução artroscópica oferece correção precisa e duradoura. O tratamento devolve segurança, permitindo retomar esportes, trabalho e rotina com confiança e tranquilidade.

Epicondilite lateral

Força e desempenho recuperados com reabilitação direcionada.

Dor na região lateral do cotovelo ao segurar ou levantar objetos pode indicar uma sobrecarga nos tendões. O tratamento combina orientação especializada, carga terapêutica progressiva, órteses e estratégias para reequilíbrio muscular.

Quando necessário, procedimentos minimamente invasivos ajudam na recuperação. O foco é eliminar a dor, restaurar a força e devolver confiança aos movimentos diários e esportivos.

Tendinite calcária

Alívio da dor e remoção do cálcio para um ombro sem limitações.

O acúmulo de cálcio nos tendões do ombro causa dor intensa e restrição de movimento. O tratamento busca controlar a inflamação e reabsorver os depósitos com segurança — seja por medicamentos, fisioterapia ou procedimentos minimamente invasivos.

Quando a dor persiste, a artroscopia remove o cálcio e restaura a função articular. O foco é aliviar o desconforto e devolver a liberdade de movimentar-se sem dor.

Capsulite adesiva - "Ombro Congelado"

Movimento recuperado com paciência, terapias e cuidado contínuo.

A capsulite adesiva causa dor intensa e rigidez progressiva no ombro, tornando até tarefas simples um desafio. O tratamento combina analgesia, mobilização e exercícios para devolver a amplitude dos movimentos.

Nos casos mais resistentes, bloqueios e infiltrações, assim como a liberação artroscópica podem acelerar o processo de recuperação. Cada etapa é planejada para aliviar a dor e reconquistar a liberdade funcional do ombro de forma segura e gradual.

Lesões do manguito rotador

Recuperar a força e o movimento começa com o cuidado certo.

A dor ao levantar o braço, a perda de força e as limitações nos gestos simples do dia a dia são sinais clássicos de lesão no manguito rotador. O tratamento é escalonado: inicia-se com fisioterapia orientada, controle da dor e infiltrações específicas.

Quando necessário, a artroscopia permite reparar os tendões com mínima agressão. O objetivo é restaurar mobilidade, força e qualidade de vida — devolvendo liberdade para cada movimento.

Bursite e Tendinite

A bursite é a inflamação da bursa, uma bolsa que reduz o atrito entre tendões e ossos. As principais causas são as alterações estruturais na forma da articulação, desequilíbrio muscular e sobrecarga em atividades esportivas ou de trabalho laborais.

Sintomas: Dor ao movimentar a articulação, piora ao deitar e perda de força em casos graves.

Tratamento: Conservador com repouso, medicação, fisioterapia e orientações. Em casos com maior gravidade, tratamentos minimamente invasivos com infiltração ou até mesmo cirurgia por vídeoartroscopia podem ser utilizados.

Tendinite

A tendinite é a inflamação dos tendões, estruturas que conectam músculos aos ossos. No ombro, afeta frequentemente os tendões do manguito rotador e do bíceps. No cotovelo, está relacionada às epicondilites lateral e medial.

Causas: Traumas ou esforço repetitivos, alterações anatômicas e desequilíbrios musculares.

Sintomas: Dor ao movimentar o ombro, piora ao deitar e perda de força em casos graves.

Diagnóstico e Tratamento

Diagnóstico: é baseado no exame médico detalhado e exames de imagem.

Tratamento: depende do estágio da doença, variando desde uso de medicamentos, fisioterapia e exercícios rotineiros, podendo passar por infiltrações para alívio da dor, até chegar ao tratamento cirúrgico em casos mais graves.

Prevenção

Exercícios regulares, alongamento, fortalecimento muscular e boa postura ajudam a prevenir bursite e tendinite.

Luxações do Ombro

Causas e Fatores de Risco

A luxação do ombro ocorre quando há deslocamento entre os ossos da articulação, sendo a mais comum do corpo devido à sua grande mobilidade. Já a instabilidade do ombro é a sensação de que o ombro pode sair do lugar, podendo ser causada por traumas, microtraumas repetitivos (comuns em atletas) ou hipermobilidade articular.

Traumas diretos: quedas, esportes de contato e acidentes.

Hipermobilidade Articular (“frouxidão ligamentar”): condição que predispõe a luxações sem necessidade de trauma.

Tipos de Luxações

Traumática: mais comum, causada por impactos.

Atraumática: ocorre sem histórico de trauma significativo.

Direção da Luxação:

As luxações anteriores são as mais frequente Anterior (90% dos casos), causadas em sua maioria por traumas com o “braço aberto”.

Luxações posteriores: menos frequentes, podem ser causadas por traumas diretos no ombro assim como por microtrauma de repetição principalmente em atividades esportivas como natação, academia e lutas.

Multidirecional (mais comum em pessoas com hipermobilidade).

O diagnóstico exige a experiência de um especialista para orientar os exames mais adequados e assim orientar um tratamento personalizado visando devolver o paciente às suas atividades habituais.

Inicialmente o tratamento clínico visa o fortalecimento muscular e orientações de adaptações nas atividades diárias e gestos esportivos. Para aqueles que apresentam episódios de deslocamento recorrente após lesão traumática inicial, o tratamento muitas vezes requer abordagem cirúrgica para restabelecer a estabilidade e confiança do paciente na realização de suas atividades laborais e esportivas. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para evitar recorrências e complicações.

Epicondilite Lateral

A epicondilite lateral, conhecida como “cotovelo do tenista”, é a principal causa de dor na lateral do cotovelo, afetando entre 1% e 3% da população, especialmente adultos de meia-idade. Apesar do nome, não é exclusiva de tenistas, sendo comum em pessoas que realizam movimentos repetitivos do punho, como digitadores, trabalhadores manuais e praticantes de esportes como tênis, golfe e musculação.

O estresse repetitivo no movimento de extensão do punho e dedos da mão causam um processo de inflamação e degeneração na origem dos músculos extensores na região lateral do cotovelo, especialmente o tendão do músculo extensor radial curto do carpo (ERCC).

Causas e Fatores de Risco

Movimentos repetitivos e sobrecarga podem dificultar a regeneração dos tendões, levando a um processo de degeneração crônico, inflamação e até pequenos rompimentos.

Sintomas

Dor na lateral do cotovelo, que pode ser sentida ao tocar a região (epicôndilo lateral).

Dor ao carregar ou levantar objetos.

Desconforto ao estender o punho contra resistência.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e exame físico.

O tratamento pode incluir fisioterapia, imobilização temporária do punho, medicação e, em casos mais graves, procedimentos minimamente invasivos.

A reabilitação adequada e o ajuste das atividades são fundamentais para prevenir recorrências.

Tendinite Calcárea

A tendinite calcárea é uma condição dolorosa do ombro causada pelo depósito de cálcio nos tendões, afetando principalmente os tendões do manguito rotador no ombro, em especial o supra-espinal e, em menor grau, o do infra-espinhal.

Causas e Fatores de Risco

A origem da calcificação ainda não é totalmente compreendida.

Pode estar relacionada a tendinites prévias. Mais comum em mulheres entre 30 e 60 anos.

Sintomas mais comuns

Dor repentina e de forte intensidade, que pode irradiar para o braço, e limitação de movimentos.

Dor variável: pode ser leve e crônica, durando meses, ou intensa e repentina, especialmente na fase de reabsorção da calcificação.

Dificuldade de movimentação do ombro em casos mais avançados.

Diagnóstico e Tratamento

Radiografia (Rx simples) é o exame principal para identificar a calcificação.

Ultrassom e ressonância magnética auxiliam em casos mais complexos, avaliando possíveis lesões associadas.

O tratamento depende da fase da doença e pode incluir medicação, fisioterapia e, em alguns casos, procedimentos minimamente invasivos.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são essenciais para aliviar os sintomas e restaurar a função do ombro.

Capsulite Adesiva

A capsulite adesiva, ou “ombro congelado”, é uma síndrome caracterizada por dor intensa e perda progressiva dos movimentos do ombro. Ocorre devido a um processo inflamatório intenso e crônico que provoca aderências na cápsula articular, reduzindo a quantidade de liquido articular, limitando a mobilidade da articulação.

Causas e Fatores de Risco

Pode ter origem autoimune ou genética, embora a causa exata ainda não seja totalmente compreendida. Na maioria das vezes não tem causa aparente.

Afeta principalmente mulheres entre 40 e 60 anos.

Está associada a doenças como diabetes, disfunções da tireoide, doenças cardiovasculares, ansiedade e depressão.

Pode ocorrer após traumas, imobilizações prolongadas ou cirurgias.

Sintomas Principais

Dor progressiva no ombro, mais intensa à noite, prejudicando o sono, limitação dos movimentos, especialmente das rotações interna e externa, dificultando atividades diárias como vestir roupas e pentear o cabelo.  o cabelo.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é baseado no exame médico detalhado e exames de imagem.

O tratamento depende do estágio da doença, variando desde uso de medicamentos, fisioterapia e exercícios rotineiros, podendo passar por infiltrações para alívio da dor, até chegar ao tratamento cirúrgico em casos mais graves.

Evolução da Doença (4 Estágios)

Pré-congelamento: dor noturna sem perda de mobilidade significativa.

Congelamento: dor intensa e início da restrição dos movimentos.

Maturação: redução da inflamação, melhora parcial da dor e rigidez articular severa.

Descongelamento: melhora da dor, e melhora gradual da mobilidade.

O diagnóstico precoce e tratamento adequado são essenciais para evitar a progressão da doença, que pode durar até dois anos de evolução, possibilitando assim o restabelecimento da função e recuperar a funcionalidade do ombro.

Lesão dos Tendões do Manguito Rotador

O manguito rotador é um conjunto de quatro músculos responsáveis pela estabilidade e mobilidade do ombro. Suas lesões, principalmente no tendão supraespinhal, são uma das principais causas de dor e limitação funcional.

Sintomas mais comuns: dor ao levantar o braço e com piora no período noturno, dificuldade em movimentar o ombro além de perda de força.

Causas: degeneração natural, impacto repetitivo, alterações anatômicas, tabagismo, fatores genéticos ou traumas.

Quem: As lesões causadas pelo processo degenerativo natural fazem com que as pessoas com idade acima de 60 anos tenham maior chance apresentar o problema. Trabalhos com esforço repetitivo e atividades esportivas também podem ser um fator de risco.

Diagnóstico e Tratamento

Diagnóstico: exame clínico detalhado e exames de imagem como radiografia, ultrassom e ressonância magnética confirmam o diagnóstico.

Tratamento: inicialmente as medidas não cirúrgicas como fisioterapia, medicação e infiltrações são indicadas. Casos mais graves e que não melhora podem exigir cirurgia. Técnicas minimamente invasivas como a artroscopia são uma ótima opção de tratamento cirúrgico.

Recuperação: pós-operatório inclui imobilização inicial e reabilitação precoce progressiva, podendo levar até seis meses para retorno completo às atividades.

A prevenção inclui exercícios regulares, fortalecimento muscular e cuidados com movimentos repetitivos. Para um diagnóstico preciso e tratamento adequado, procure um especialista em cirurgia de ombro e cotovelo.