Nesta fase esperamos uma melhor mobilidade articular. Agora é hora de fortalecer a musculatura e readquirir a força. Exercícios de fortalecimento bem orientados são essenciais.
A inflamação nos tendões e bursas causa dor e dificuldade nos movimentos articulares. O tratamento é focado em controlar a inflamação, ajustar a carga nas articulações e corrigir a biomecânica por meio de exercícios específicos.
O objetivo é devolver conforto e função, prevenindo novas crises e promovendo uma recuperação completa e duradoura.
A sensação de que o ombro “sai do lugar” gera insegurança e limita atividades simples. A reabilitação busca restaurar o controle muscular e a estabilidade da articulação.
Em casos recorrentes a cirurgia pode ser o caminho. A reconstrução artroscópica oferece correção precisa e duradoura. O tratamento devolve segurança, permitindo retomar esportes, trabalho e rotina com confiança e tranquilidade.
Dor na região lateral do cotovelo ao segurar ou levantar objetos pode indicar uma sobrecarga nos tendões. O tratamento combina orientação especializada, carga terapêutica progressiva, órteses e estratégias para reequilíbrio muscular.
Quando necessário, procedimentos minimamente invasivos ajudam na recuperação. O foco é eliminar a dor, restaurar a força e devolver confiança aos movimentos diários e esportivos.
O acúmulo de cálcio nos tendões do ombro causa dor intensa e restrição de movimento. O tratamento busca controlar a inflamação e reabsorver os depósitos com segurança — seja por medicamentos, fisioterapia ou procedimentos minimamente invasivos.
Quando a dor persiste, a artroscopia remove o cálcio e restaura a função articular. O foco é aliviar o desconforto e devolver a liberdade de movimentar-se sem dor.
A capsulite adesiva causa dor intensa e rigidez progressiva no ombro, tornando até tarefas simples um desafio. O tratamento combina analgesia, mobilização e exercícios para devolver a amplitude dos movimentos.
Nos casos mais resistentes, bloqueios e infiltrações, assim como a liberação artroscópica podem acelerar o processo de recuperação. Cada etapa é planejada para aliviar a dor e reconquistar a liberdade funcional do ombro de forma segura e gradual.
A dor ao levantar o braço, a perda de força e as limitações nos gestos simples do dia a dia são sinais clássicos de lesão no manguito rotador. O tratamento é escalonado: inicia-se com fisioterapia orientada, controle da dor e infiltrações específicas.
Quando necessário, a artroscopia permite reparar os tendões com mínima agressão. O objetivo é restaurar mobilidade, força e qualidade de vida — devolvendo liberdade para cada movimento.
A bursite é a inflamação da bursa, uma bolsa que reduz o atrito entre tendões e ossos. As principais causas são as alterações estruturais na forma da articulação, desequilíbrio muscular e sobrecarga em atividades esportivas ou de trabalho laborais.
Sintomas: Dor ao movimentar a articulação, piora ao deitar e perda de força em casos graves.
Tratamento: Conservador com repouso, medicação, fisioterapia e orientações. Em casos com maior gravidade, tratamentos minimamente invasivos com infiltração ou até mesmo cirurgia por vídeoartroscopia podem ser utilizados.
A tendinite é a inflamação dos tendões, estruturas que conectam músculos aos ossos. No ombro, afeta frequentemente os tendões do manguito rotador e do bíceps. No cotovelo, está relacionada às epicondilites lateral e medial.
Causas: Traumas ou esforço repetitivos, alterações anatômicas e desequilíbrios musculares.
Sintomas: Dor ao movimentar o ombro, piora ao deitar e perda de força em casos graves.
Diagnóstico: é baseado no exame médico detalhado e exames de imagem.
Tratamento: depende do estágio da doença, variando desde uso de medicamentos, fisioterapia e exercícios rotineiros, podendo passar por infiltrações para alívio da dor, até chegar ao tratamento cirúrgico em casos mais graves.
Prevenção
Exercícios regulares, alongamento, fortalecimento muscular e boa postura ajudam a prevenir bursite e tendinite.
A luxação do ombro ocorre quando há deslocamento entre os ossos da articulação, sendo a mais comum do corpo devido à sua grande mobilidade. Já a instabilidade do ombro é a sensação de que o ombro pode sair do lugar, podendo ser causada por traumas, microtraumas repetitivos (comuns em atletas) ou hipermobilidade articular.
Traumas diretos: quedas, esportes de contato e acidentes.
Hipermobilidade Articular (“frouxidão ligamentar”): condição que predispõe a luxações sem necessidade de trauma.
Traumática: mais comum, causada por impactos.
Atraumática: ocorre sem histórico de trauma significativo.
As luxações anteriores são as mais frequente Anterior (90% dos casos), causadas em sua maioria por traumas com o “braço aberto”.
Luxações posteriores: menos frequentes, podem ser causadas por traumas diretos no ombro assim como por microtrauma de repetição principalmente em atividades esportivas como natação, academia e lutas.
O diagnóstico exige a experiência de um especialista para orientar os exames mais adequados e assim orientar um tratamento personalizado visando devolver o paciente às suas atividades habituais.
Inicialmente o tratamento clínico visa o fortalecimento muscular e orientações de adaptações nas atividades diárias e gestos esportivos. Para aqueles que apresentam episódios de deslocamento recorrente após lesão traumática inicial, o tratamento muitas vezes requer abordagem cirúrgica para restabelecer a estabilidade e confiança do paciente na realização de suas atividades laborais e esportivas. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para evitar recorrências e complicações.
A epicondilite lateral, conhecida como “cotovelo do tenista”, é a principal causa de dor na lateral do cotovelo, afetando entre 1% e 3% da população, especialmente adultos de meia-idade. Apesar do nome, não é exclusiva de tenistas, sendo comum em pessoas que realizam movimentos repetitivos do punho, como digitadores, trabalhadores manuais e praticantes de esportes como tênis, golfe e musculação.
O estresse repetitivo no movimento de extensão do punho e dedos da mão causam um processo de inflamação e degeneração na origem dos músculos extensores na região lateral do cotovelo, especialmente o tendão do músculo extensor radial curto do carpo (ERCC).
Movimentos repetitivos e sobrecarga podem dificultar a regeneração dos tendões, levando a um processo de degeneração crônico, inflamação e até pequenos rompimentos.
Dor na lateral do cotovelo, que pode ser sentida ao tocar a região (epicôndilo lateral).
Dor ao carregar ou levantar objetos.
Desconforto ao estender o punho contra resistência.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e exame físico.
O tratamento pode incluir fisioterapia, imobilização temporária do punho, medicação e, em casos mais graves, procedimentos minimamente invasivos.
A reabilitação adequada e o ajuste das atividades são fundamentais para prevenir recorrências.
A tendinite calcárea é uma condição dolorosa do ombro causada pelo depósito de cálcio nos tendões, afetando principalmente os tendões do manguito rotador no ombro, em especial o supra-espinal e, em menor grau, o do infra-espinhal.
A origem da calcificação ainda não é totalmente compreendida.
Pode estar relacionada a tendinites prévias. Mais comum em mulheres entre 30 e 60 anos.
Dor repentina e de forte intensidade, que pode irradiar para o braço, e limitação de movimentos.
Dor variável: pode ser leve e crônica, durando meses, ou intensa e repentina, especialmente na fase de reabsorção da calcificação.
Dificuldade de movimentação do ombro em casos mais avançados.
Radiografia (Rx simples) é o exame principal para identificar a calcificação.
Ultrassom e ressonância magnética auxiliam em casos mais complexos, avaliando possíveis lesões associadas.
O tratamento depende da fase da doença e pode incluir medicação, fisioterapia e, em alguns casos, procedimentos minimamente invasivos.
O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são essenciais para aliviar os sintomas e restaurar a função do ombro.
A capsulite adesiva, ou “ombro congelado”, é uma síndrome caracterizada por dor intensa e perda progressiva dos movimentos do ombro. Ocorre devido a um processo inflamatório intenso e crônico que provoca aderências na cápsula articular, reduzindo a quantidade de liquido articular, limitando a mobilidade da articulação.
Pode ter origem autoimune ou genética, embora a causa exata ainda não seja totalmente compreendida. Na maioria das vezes não tem causa aparente.
Afeta principalmente mulheres entre 40 e 60 anos.
Está associada a doenças como diabetes, disfunções da tireoide, doenças cardiovasculares, ansiedade e depressão.
Pode ocorrer após traumas, imobilizações prolongadas ou cirurgias.
Dor progressiva no ombro, mais intensa à noite, prejudicando o sono, limitação dos movimentos, especialmente das rotações interna e externa, dificultando atividades diárias como vestir roupas e pentear o cabelo. o cabelo.
O diagnóstico é baseado no exame médico detalhado e exames de imagem.
O tratamento depende do estágio da doença, variando desde uso de medicamentos, fisioterapia e exercícios rotineiros, podendo passar por infiltrações para alívio da dor, até chegar ao tratamento cirúrgico em casos mais graves.
Pré-congelamento: dor noturna sem perda de mobilidade significativa.
Congelamento: dor intensa e início da restrição dos movimentos.
Maturação: redução da inflamação, melhora parcial da dor e rigidez articular severa.
Descongelamento: melhora da dor, e melhora gradual da mobilidade.
O diagnóstico precoce e tratamento adequado são essenciais para evitar a progressão da doença, que pode durar até dois anos de evolução, possibilitando assim o restabelecimento da função e recuperar a funcionalidade do ombro.
O manguito rotador é um conjunto de quatro músculos responsáveis pela estabilidade e mobilidade do ombro. Suas lesões, principalmente no tendão supraespinhal, são uma das principais causas de dor e limitação funcional.
Sintomas mais comuns: dor ao levantar o braço e com piora no período noturno, dificuldade em movimentar o ombro além de perda de força.
Causas: degeneração natural, impacto repetitivo, alterações anatômicas, tabagismo, fatores genéticos ou traumas.
Quem: As lesões causadas pelo processo degenerativo natural fazem com que as pessoas com idade acima de 60 anos tenham maior chance apresentar o problema. Trabalhos com esforço repetitivo e atividades esportivas também podem ser um fator de risco.
Diagnóstico: exame clínico detalhado e exames de imagem como radiografia, ultrassom e ressonância magnética confirmam o diagnóstico.
Tratamento: inicialmente as medidas não cirúrgicas como fisioterapia, medicação e infiltrações são indicadas. Casos mais graves e que não melhora podem exigir cirurgia. Técnicas minimamente invasivas como a artroscopia são uma ótima opção de tratamento cirúrgico.
Recuperação: pós-operatório inclui imobilização inicial e reabilitação precoce progressiva, podendo levar até seis meses para retorno completo às atividades.
A prevenção inclui exercícios regulares, fortalecimento muscular e cuidados com movimentos repetitivos. Para um diagnóstico preciso e tratamento adequado, procure um especialista em cirurgia de ombro e cotovelo.