Paciente conversa com ortopedista sobre avaliação e tratamento da artrose do ombro

Tratamento da artrose: opções para ombro e cotovelo

A artrose é uma alteração progressiva da articulação, mas o diagnóstico não significa que a pessoa precise parar de se movimentar ou operar. O tratamento busca aliviar a dor e preservar a função, com opções escolhidas conforme a articulação, os sintomas e a rotina. No ombro e no cotovelo, uma avaliação especializada ajuda a distinguir artrose de outras causas de dor.

O que considerar no tratamento

  • Exercícios orientados ajudam a manter mobilidade e força.
  • Medicamentos podem aliviar sintomas, mas precisam considerar riscos individuais.
  • Infiltrações ou cirurgia são possibilidades para situações selecionadas, não etapas obrigatórias.
  • O plano deve levar em conta o que a pessoa precisa fazer no dia a dia.

O que é artrose e como ela afeta a articulação?

Artrose, também chamada osteoartrite, envolve mudanças na cartilagem e em outras estruturas da articulação. Pode causar dor, rigidez e dificuldade para realizar movimentos, mas a intensidade dos sintomas nem sempre corresponde ao que aparece em exames de imagem.

No ombro, tarefas como alcançar uma prateleira ou vestir uma camisa podem ficar difíceis. No cotovelo, a limitação pode afetar dobrar e esticar o braço ou levar a mão à boca. Esses sinais também podem ocorrer em outras condições, por isso o diagnóstico não deve ser feito apenas por uma radiografia.

Como começa o tratamento da artrose?

Em geral, o cuidado começa com medidas não cirúrgicas e ajustes feitos para a realidade de cada pessoa. Exercícios terapêuticos podem trabalhar força, mobilidade e controle do movimento. No início, pode haver desconforto; a intensidade e a progressão devem ser adaptadas, em vez de insistir em movimentos que aumentem muito a dor.

Paciente realiza exercício de mobilidade do ombro com orientação profissional

Diretrizes clínicas como a do NICE recomendam exercício terapêutico adaptado e orientam que medicamentos, quando necessários, sejam usados na menor dose eficaz e pelo menor tempo adequado. Anti-inflamatórios podem não ser seguros para todas as pessoas, especialmente diante de certos problemas renais, gástricos ou cardiovasculares. Não comece nem prolongue o uso por conta própria.

Por que a avaliação do ombro e do cotovelo importa?

Uma avaliação clínica ajuda a relacionar os sintomas com o exame físico e, quando necessário, com exames de imagem. Também considera atividades de trabalho, esporte e autocuidado. Assim, o plano pode priorizar movimentos importantes para aquela pessoa, sem assumir que todo desgaste visível explique a dor.

Ortopedista avalia cuidadosamente a mobilidade do cotovelo durante consulta

O tratamento pode incluir adaptação temporária de tarefas, reabilitação e medicamentos indicados após avaliação. Procedimentos minimamente invasivos, como infiltrações, podem ser considerados em casos selecionados, mas o benefício esperado e as limitações devem ser discutidos individualmente. As evidências para cada abordagem variam conforme a articulação; por exemplo, a diretriz da AAOS trata especificamente da artrose glenoumeral, no ombro.

Quando a cirurgia pode ser considerada?

A cirurgia não é automática por causa de um exame alterado. Pode entrar em discussão quando a dor e a limitação persistem e afetam atividades importantes, apesar de alternativas não cirúrgicas apropriadas. No ombro, há opções como a prótese em situações selecionadas; no cotovelo, a decisão também depende do grau de comprometimento e das necessidades funcionais.

O Dr. Oreste Carrazzone, ortopedista especializado em ombro e cotovelo em São José do Rio Preto, realiza avaliação presencial e online para orientar os próximos passos. A consulta pode ajudar a esclarecer o diagnóstico e construir um plano de cuidado individualizado, sem pressupor que a cirurgia seja necessária.

Perguntas frequentes

O que costuma ajudar na artrose do ombro ou cotovelo?

Atividade física orientada, exercícios para manter a mobilidade e fortalecer os músculos, além de ajustes nas tarefas que provocam dor, podem ajudar. O plano depende da articulação afetada e da avaliação clínica. Medicamentos ou procedimentos podem ser considerados para controlar sintomas, mas não substituem uma estratégia individualizada de reabilitação.

Qual medicamento é melhor para artrose?

Não existe um medicamento ideal para todas as pessoas. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser considerados conforme a intensidade da dor, outras doenças e remédios em uso. Anti-inflamatórios podem causar efeitos adversos, por isso a escolha, a dose e o tempo de uso devem ser avaliados por um profissional de saúde.

A alimentação pode piorar a artrose?

Não há um alimento específico comprovado para tratar ou eliminar a artrose. Uma alimentação equilibrada pode contribuir para a saúde geral e, quando indicado, para o controle do peso. Restrições alimentares sem orientação não costumam ser necessárias; converse com um profissional se notar que algum alimento afeta seu bem-estar.

O que pode agravar os sintomas?

Esforços repetitivos, aumento súbito da carga e movimentos que provocam dor podem agravar os sintomas em algumas pessoas. Isso não significa que seja preciso parar de se movimentar: adaptar a atividade e fortalecer a musculatura com orientação pode ajudar a preservar a função sem sobrecarregar a articulação.

Artrose exige cirurgia?

Não. A cirurgia pode ser considerada quando a dor e a limitação continuam importantes apesar de medidas não cirúrgicas adequadas, mas a decisão depende da articulação, dos exames e das necessidades da pessoa. Muitas vezes, o tratamento começa com adaptação de atividades, reabilitação e controle individualizado dos sintomas.

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Últimos artigos:

Bursites e tendinites

Alívio da dor e equilíbrio do movimento em cada gesto.

A inflamação nos tendões e bursas causa dor e dificuldade nos movimentos articulares. O tratamento é focado em controlar a inflamação, ajustar a carga nas articulações e corrigir a biomecânica por meio de exercícios específicos.

O objetivo é devolver conforto e função, prevenindo novas crises e promovendo uma recuperação completa e duradoura.

Luxação do ombro

Estabilidade e confiança para voltar a se movimentar sem medo.

A sensação de que o ombro “sai do lugar” gera insegurança e limita atividades simples. A reabilitação busca restaurar o controle muscular e a estabilidade da articulação.

Em casos recorrentes a cirurgia pode ser o caminho. A reconstrução artroscópica oferece correção precisa e duradoura. O tratamento devolve segurança, permitindo retomar esportes, trabalho e rotina com confiança e tranquilidade.

Epicondilite lateral

Força e desempenho recuperados com reabilitação direcionada.

Dor na região lateral do cotovelo ao segurar ou levantar objetos pode indicar uma sobrecarga nos tendões. O tratamento combina orientação especializada, carga terapêutica progressiva, órteses e estratégias para reequilíbrio muscular.

Quando necessário, procedimentos minimamente invasivos ajudam na recuperação. O foco é eliminar a dor, restaurar a força e devolver confiança aos movimentos diários e esportivos.

Tendinite calcária

Alívio da dor e remoção do cálcio para um ombro sem limitações.

O acúmulo de cálcio nos tendões do ombro causa dor intensa e restrição de movimento. O tratamento busca controlar a inflamação e reabsorver os depósitos com segurança — seja por medicamentos, fisioterapia ou procedimentos minimamente invasivos.

Quando a dor persiste, a artroscopia remove o cálcio e restaura a função articular. O foco é aliviar o desconforto e devolver a liberdade de movimentar-se sem dor.

Capsulite adesiva - "Ombro Congelado"

Movimento recuperado com paciência, terapias e cuidado contínuo.

A capsulite adesiva causa dor intensa e rigidez progressiva no ombro, tornando até tarefas simples um desafio. O tratamento combina analgesia, mobilização e exercícios para devolver a amplitude dos movimentos.

Nos casos mais resistentes, bloqueios e infiltrações, assim como a liberação artroscópica podem acelerar o processo de recuperação. Cada etapa é planejada para aliviar a dor e reconquistar a liberdade funcional do ombro de forma segura e gradual.

Lesões do manguito rotador

Recuperar a força e o movimento começa com o cuidado certo.

A dor ao levantar o braço, a perda de força e as limitações nos gestos simples do dia a dia são sinais clássicos de lesão no manguito rotador. O tratamento é escalonado: inicia-se com fisioterapia orientada, controle da dor e infiltrações específicas.

Quando necessário, a artroscopia permite reparar os tendões com mínima agressão. O objetivo é restaurar mobilidade, força e qualidade de vida — devolvendo liberdade para cada movimento.

Bursite e Tendinite

A bursite é a inflamação da bursa, uma bolsa que reduz o atrito entre tendões e ossos. As principais causas são as alterações estruturais na forma da articulação, desequilíbrio muscular e sobrecarga em atividades esportivas ou de trabalho laborais.

Sintomas: Dor ao movimentar a articulação, piora ao deitar e perda de força em casos graves.

Tratamento: Conservador com repouso, medicação, fisioterapia e orientações. Em casos com maior gravidade, tratamentos minimamente invasivos com infiltração ou até mesmo cirurgia por vídeoartroscopia podem ser utilizados.

Tendinite

A tendinite é a inflamação dos tendões, estruturas que conectam músculos aos ossos. No ombro, afeta frequentemente os tendões do manguito rotador e do bíceps. No cotovelo, está relacionada às epicondilites lateral e medial.

Causas: Traumas ou esforço repetitivos, alterações anatômicas e desequilíbrios musculares.

Sintomas: Dor ao movimentar o ombro, piora ao deitar e perda de força em casos graves.

Diagnóstico e Tratamento

Diagnóstico: é baseado no exame médico detalhado e exames de imagem.

Tratamento: depende do estágio da doença, variando desde uso de medicamentos, fisioterapia e exercícios rotineiros, podendo passar por infiltrações para alívio da dor, até chegar ao tratamento cirúrgico em casos mais graves.

Prevenção

Exercícios regulares, alongamento, fortalecimento muscular e boa postura ajudam a prevenir bursite e tendinite.

Luxações do Ombro

Causas e Fatores de Risco

A luxação do ombro ocorre quando há deslocamento entre os ossos da articulação, sendo a mais comum do corpo devido à sua grande mobilidade. Já a instabilidade do ombro é a sensação de que o ombro pode sair do lugar, podendo ser causada por traumas, microtraumas repetitivos (comuns em atletas) ou hipermobilidade articular.

Traumas diretos: quedas, esportes de contato e acidentes.

Hipermobilidade Articular (“frouxidão ligamentar”): condição que predispõe a luxações sem necessidade de trauma.

Tipos de Luxações

Traumática: mais comum, causada por impactos.

Atraumática: ocorre sem histórico de trauma significativo.

Direção da Luxação:

As luxações anteriores são as mais frequente Anterior (90% dos casos), causadas em sua maioria por traumas com o “braço aberto”.

Luxações posteriores: menos frequentes, podem ser causadas por traumas diretos no ombro assim como por microtrauma de repetição principalmente em atividades esportivas como natação, academia e lutas.

Multidirecional (mais comum em pessoas com hipermobilidade).

O diagnóstico exige a experiência de um especialista para orientar os exames mais adequados e assim orientar um tratamento personalizado visando devolver o paciente às suas atividades habituais.

Inicialmente o tratamento clínico visa o fortalecimento muscular e orientações de adaptações nas atividades diárias e gestos esportivos. Para aqueles que apresentam episódios de deslocamento recorrente após lesão traumática inicial, o tratamento muitas vezes requer abordagem cirúrgica para restabelecer a estabilidade e confiança do paciente na realização de suas atividades laborais e esportivas. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para evitar recorrências e complicações.

Epicondilite Lateral

A epicondilite lateral, conhecida como “cotovelo do tenista”, é a principal causa de dor na lateral do cotovelo, afetando entre 1% e 3% da população, especialmente adultos de meia-idade. Apesar do nome, não é exclusiva de tenistas, sendo comum em pessoas que realizam movimentos repetitivos do punho, como digitadores, trabalhadores manuais e praticantes de esportes como tênis, golfe e musculação.

O estresse repetitivo no movimento de extensão do punho e dedos da mão causam um processo de inflamação e degeneração na origem dos músculos extensores na região lateral do cotovelo, especialmente o tendão do músculo extensor radial curto do carpo (ERCC).

Causas e Fatores de Risco

Movimentos repetitivos e sobrecarga podem dificultar a regeneração dos tendões, levando a um processo de degeneração crônico, inflamação e até pequenos rompimentos.

Sintomas

Dor na lateral do cotovelo, que pode ser sentida ao tocar a região (epicôndilo lateral).

Dor ao carregar ou levantar objetos.

Desconforto ao estender o punho contra resistência.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e exame físico.

O tratamento pode incluir fisioterapia, imobilização temporária do punho, medicação e, em casos mais graves, procedimentos minimamente invasivos.

A reabilitação adequada e o ajuste das atividades são fundamentais para prevenir recorrências.

Tendinite Calcárea

A tendinite calcárea é uma condição dolorosa do ombro causada pelo depósito de cálcio nos tendões, afetando principalmente os tendões do manguito rotador no ombro, em especial o supra-espinal e, em menor grau, o do infra-espinhal.

Causas e Fatores de Risco

A origem da calcificação ainda não é totalmente compreendida.

Pode estar relacionada a tendinites prévias. Mais comum em mulheres entre 30 e 60 anos.

Sintomas mais comuns

Dor repentina e de forte intensidade, que pode irradiar para o braço, e limitação de movimentos.

Dor variável: pode ser leve e crônica, durando meses, ou intensa e repentina, especialmente na fase de reabsorção da calcificação.

Dificuldade de movimentação do ombro em casos mais avançados.

Diagnóstico e Tratamento

Radiografia (Rx simples) é o exame principal para identificar a calcificação.

Ultrassom e ressonância magnética auxiliam em casos mais complexos, avaliando possíveis lesões associadas.

O tratamento depende da fase da doença e pode incluir medicação, fisioterapia e, em alguns casos, procedimentos minimamente invasivos.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são essenciais para aliviar os sintomas e restaurar a função do ombro.

Capsulite Adesiva

A capsulite adesiva, ou “ombro congelado”, é uma síndrome caracterizada por dor intensa e perda progressiva dos movimentos do ombro. Ocorre devido a um processo inflamatório intenso e crônico que provoca aderências na cápsula articular, reduzindo a quantidade de liquido articular, limitando a mobilidade da articulação.

Causas e Fatores de Risco

Pode ter origem autoimune ou genética, embora a causa exata ainda não seja totalmente compreendida. Na maioria das vezes não tem causa aparente.

Afeta principalmente mulheres entre 40 e 60 anos.

Está associada a doenças como diabetes, disfunções da tireoide, doenças cardiovasculares, ansiedade e depressão.

Pode ocorrer após traumas, imobilizações prolongadas ou cirurgias.

Sintomas Principais

Dor progressiva no ombro, mais intensa à noite, prejudicando o sono, limitação dos movimentos, especialmente das rotações interna e externa, dificultando atividades diárias como vestir roupas e pentear o cabelo.  o cabelo.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é baseado no exame médico detalhado e exames de imagem.

O tratamento depende do estágio da doença, variando desde uso de medicamentos, fisioterapia e exercícios rotineiros, podendo passar por infiltrações para alívio da dor, até chegar ao tratamento cirúrgico em casos mais graves.

Evolução da Doença (4 Estágios)

Pré-congelamento: dor noturna sem perda de mobilidade significativa.

Congelamento: dor intensa e início da restrição dos movimentos.

Maturação: redução da inflamação, melhora parcial da dor e rigidez articular severa.

Descongelamento: melhora da dor, e melhora gradual da mobilidade.

O diagnóstico precoce e tratamento adequado são essenciais para evitar a progressão da doença, que pode durar até dois anos de evolução, possibilitando assim o restabelecimento da função e recuperar a funcionalidade do ombro.

Lesão dos Tendões do Manguito Rotador

O manguito rotador é um conjunto de quatro músculos responsáveis pela estabilidade e mobilidade do ombro. Suas lesões, principalmente no tendão supraespinhal, são uma das principais causas de dor e limitação funcional.

Sintomas mais comuns: dor ao levantar o braço e com piora no período noturno, dificuldade em movimentar o ombro além de perda de força.

Causas: degeneração natural, impacto repetitivo, alterações anatômicas, tabagismo, fatores genéticos ou traumas.

Quem: As lesões causadas pelo processo degenerativo natural fazem com que as pessoas com idade acima de 60 anos tenham maior chance apresentar o problema. Trabalhos com esforço repetitivo e atividades esportivas também podem ser um fator de risco.

Diagnóstico e Tratamento

Diagnóstico: exame clínico detalhado e exames de imagem como radiografia, ultrassom e ressonância magnética confirmam o diagnóstico.

Tratamento: inicialmente as medidas não cirúrgicas como fisioterapia, medicação e infiltrações são indicadas. Casos mais graves e que não melhora podem exigir cirurgia. Técnicas minimamente invasivas como a artroscopia são uma ótima opção de tratamento cirúrgico.

Recuperação: pós-operatório inclui imobilização inicial e reabilitação precoce progressiva, podendo levar até seis meses para retorno completo às atividades.

A prevenção inclui exercícios regulares, fortalecimento muscular e cuidados com movimentos repetitivos. Para um diagnóstico preciso e tratamento adequado, procure um especialista em cirurgia de ombro e cotovelo.